História da Peruca

abril 17, 2010

Mais do que um mero adereço, a peruca acabou se tornando parte da história da humanidade.

Há registros do uso da peruca pelos povos da Antiguidade como os egípcios, romanos e gregos, o que caracterizava regionalmente não somente as mulheres como também os homens.

As perucas caíram em desuso com o surgimento dos reinos feudais, e com a expansão do cristianismo e do islamismo.

A peruca ganhou importância novamente na idade moderna. Era o início do Renascimento. Os penteados combinavam perucas com os cabelos presos por tranças e apliques e tinham acabamento com adereços dourados.

Nesse estilo, surgiram-se os penteados de Elizabeth I no período do Absolutismo inglês (1558 a 1603).

Na França, a popularização da peruca aconteceu graças à calvície prematura do rei Luis XIII (século XVII), que adotou a peruca como parte da indumentária real. Na posição de monarca absoluto, Luís XIII passou a ser copiado por todos os integrantes da realeza.

No reinado de Luís XIV, a casa real empregou 48 artesãos fabricantes de perucas para servir exclusivamente à corte.

Navegadores famosos, caso de Marco Polo, traziam cabelos humanos e de origem animal, como dos iaques do Tibet, e comercializavam juntamente com outros produtos considerados preciosos na época.

 

Há registros de hábitos idênticos na América, onde alguns estabelecimentos ofereciam serviços de barbeiro, higiene e trabalhos em perucas e apliques. O século XVIII representou o apogeu das perucas.

No século XIX as perucas e apliques foram amplamente usados pelas mulheres, com acabamentos em fita e flores combinando com roupas românticas.

O uso das perucas, que ultrapassou a marca dos cem anos, caiu em total esquecimento no início do século XX. Grandes transformações políticas e sociais aconteceram principalmente no período pós-guerra.

Na efervescência dos anos 60, Londres passa a ser responsável pelas principais mudanças comportamentais do século, com as mini saias de Mary Quant, a maquiagem, cabelos e a magreza da modelo Twiggy, dentre tantas outras inovações.

As perucas voltaram a moda e nunca venderam tanto. Feitas em fio sintético de “Kanekalon”, eram mais baratas e apresentavam diversas tonalidades e modelos.

Ao mesmo tempo, em Porto Alegre, a Perucas Jurema se estabelece na Av. Azenha. Uma das profissionais vai até Londres e trás para Porto Alegre as perucas de “Kanekalon”, tornando a Perucas Jurema a sensação do momento com seus lançamentos internacionais.

Dando continuidade a experiência adquirida, a Jurema passa a fabricar perucas para pessoas em tratamento médico.

Hoje a peruca é adotada como um acessório prático, garantindo as mulheres que conciliam vida profissional com vida social uma boa apresentação de forma rápida e confortável. Os apliques e faixas de alongamento, tal quais as perucas, também se prestam a uma produção mais elaborada, sem perda de tempo, complementando qualquer estilo, independente da idade ou compromisso social.

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